aca

O poeta Carlos Aires, de Carpina (PE), membro efetivo da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, lançou o folheto “A tragédia da Chapecoense”, sobre o trágico acidente que vitimou a equipe de futebol de Santa Catarina.

O cordel ainda é o jornal por excelência do povo do interior, e o trovador é o seu repórter. Quando acontece um fato importante, ele tem de escrever o folheto rapidamente, mesmo que não dê lucro. Em tempos, na zona rural, em lugares que nem o rádio alcançava, o povo só acreditava nos acontecimentos depois que lesse sobre eles nos versos do cordel. É famoso (e verídico) o caso do matuto que só acreditou que o homem foi à lua depois que leu os detalhes n um folheto popular. É a literatura de cordel refletindo a problemática social do homem nordestino.

Atualmente, com a rapidez da comunicação, o folheto ainda encontra lugar para ser o jornal do homem simples, com sua linguagem direta e peculiar e suas abordagens poéticas.

Carlos Aires é um poeta que nasceu na internet, onde publicou seus primeiros trabalhos. Depois, resolveu publicar no formato folheto impresso, não mais em tipografias rudimentares e sim através dos processos gráficos eletrônicos. “Nossa poesia acompanha a modernidade, sem abandonar seus valores”, disse Aires.

Anúncios