Poeta da Academia de Cordel lança folheto sobre a tragédia da Chapecoense

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O poeta Carlos Aires, de Carpina (PE), membro efetivo da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, lançou o folheto “A tragédia da Chapecoense”, sobre o trágico acidente que vitimou a equipe de futebol de Santa Catarina.

O cordel ainda é o jornal por excelência do povo do interior, e o trovador é o seu repórter. Quando acontece um fato importante, ele tem de escrever o folheto rapidamente, mesmo que não dê lucro. Em tempos, na zona rural, em lugares que nem o rádio alcançava, o povo só acreditava nos acontecimentos depois que lesse sobre eles nos versos do cordel. É famoso (e verídico) o caso do matuto que só acreditou que o homem foi à lua depois que leu os detalhes n um folheto popular. É a literatura de cordel refletindo a problemática social do homem nordestino.

Atualmente, com a rapidez da comunicação, o folheto ainda encontra lugar para ser o jornal do homem simples, com sua linguagem direta e peculiar e suas abordagens poéticas.

Carlos Aires é um poeta que nasceu na internet, onde publicou seus primeiros trabalhos. Depois, resolveu publicar no formato folheto impresso, não mais em tipografias rudimentares e sim através dos processos gráficos eletrônicos. “Nossa poesia acompanha a modernidade, sem abandonar seus valores”, disse Aires.

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Poeta da Academia de Cordel celebra 25 anos dos bombeiros em Guarabira com lançamento de folheto

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aba1O poeta Marcio Bizerril, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, lançou o folheto “25 anos de história dos bombeiros da Paraíba” em solenidade realizada nesta quinta-feira (24), onde foram entregues comendas e homenagens aos bombeiros militares do 3º Batalhão de Guarabira.

O evento faz parte da programação de aniversário dos 25 anos da instituição na cidade, que também contou com o Pedal do Fogo na quarta-feira.

A cerimônia aconteceu no Sesc-Guarabira, com a participação do comandante-geral dos Bombeiros no Estado, coronel Jair Carneiro Barros, além da comandante do 2º Batalhão de Campina Grande, a tenente-coronel Jousilene de Sales Tavares, com passagem por Guarabira, o atual comandante de Guarabira, o tenente-coronel Joelson Macena e o coronel Rodrigues, ex-comandante geral, que também esteve presente.

Marcio Bizerril acredita que a poesia de cordel tem esse sentido também de historiar os fatos da comunidade e ressaltar os que auxiliam no bem estar e segurança da população.

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Poeta da Academia de Cordel obtém segunda colocação em concurso nacional de poesia

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Josafá de Orós com livro de Fábio Mozart

O poeta Josafá Paulino de Lima, o Josafá de Orós, obteve classificação em segundo lugar no Sarau Brasil 2016, concurso nacional de novos poetas que recebeu 2.603 inscrições. A classificação dos poemas resultará no livro de antologia poética Prêmio Sarau Brasil 2016.

“O Concurso Literário é uma importante iniciativa de produção e distribuição cultural, alcançando o grande público, escolas e faculdades”, afirma a comissão do Sarau Brasil. Josafá de Orós inscreveu seu poema “A outra carta a Ilse Blumen tal-Weis”.

Josafá é cordelista e artista plástico, especialista em xilogravura, arte e técnica de fazer gravuras em relevo sobre madeira, muito usada nos folhetos de cordel.

Na Academia de Cordel do Vale do Paraíba, onde é membro efetivo, Josafá de Orós ocupa a Cadeira nº 3 cujo patrono é o poeta Manoel Monteiro.

“Josafá de Orós é um gravurista que gosta de unir o erudito com o popular. Na gravura de Josafá, estampa-se uma linguagem viva e provocativa, com marcas de sua vivência de analista do comportamento social, sendo ele um sociólogo”, afirmou Fábio Mozart, também acadêmico da entidade do cordel.

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Academia de Cordel estuda implantação do projeto Trem da Poesia

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Andar de trem é fantasia de muita gente, principalmente das gerações que testemunharam os trens cruzando o Brasil. E com acesso à música e poesia, é o que acena o projeto “Trem da poesia”, promoção da Academia de Cordel do Vale do Paraíba em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos em João Pessoa (PB). O Trem da Poesia é um projeto que está sendo formatado e negociado com a CBTU para levar passageiros no percurso João Pessoa/Cabedelo/Santa Rita em domingos e feriados, em dois carros de passageiro ultra modernos, os VLT (veículo leve sobre trilho), na companhia de monitores e poetas que vão animando o passeio com declamações e cantorias.

O projeto contempla ainda visitas monitoradas a equipamentos históricos como a fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo. Thiago Alves, diretor da Academia de Cordel, informou que já foram iniciadas as negociações com a CBTU para dar partida ao projeto no início de 2017. “Será um passeio recomendado e destinado para todas as idades, mas vamos priorizar a faixa da chamada ‘melhor idade’, com atendimento a grupos fechados”, disse ele.

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Pró-reitoria da UEPB propõe parceria com Academia de Cordel para intercâmbio cultural

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Fábio Mozart, da Academia de Cordel, com o professor Benjamim em Itabaiana

O professor José Benjamim Pereira Filho, Pró-reitor adjunto de cultura da Universidade Estadual da Paraíba, assinalou para a possibilidade de intercâmbio cultural com organizações não governamentais de cultura da cidade de Itabaiana, notadamente a Academia de Cordel do Vale do Paraíba. O convite chegou à Academia através do folclorista, geógrafo e professor mestre Agnaldo Barbosa, mentor do Grupo de Tradições Populares Acauã da Serra.

No dia 4 de dezembro, a Academia de Cordel e outras entidades culturais de Itabaiana estarão reunidos para definir metas para 2017, em planejamento estratégico no Fórum Permanente de Artistas e Produtores Culturais de Itabaiana, momento em que os projetos que contarão com o apoio da UEPB serão discutidos.

Para Agnaldo Barbosa, que é itabaianense, o intercâmbio será muito produtivo, “haja vista nosso interesse comum, já que o professor Benjamim também é itabaianense e tem o maor respeito e admiração pelo trabalho que fazem os ativistas culturais da terra de Zé da Luz”.

O poeta Sander Lee, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, disse que esse contato haverá de frutificar e desenvolver novas ideias e projetos importantes para a cultura local.  “Sementes espalhadas em solo fértil tendem a fazer crescer árvores frondosas e quando encontram semeadores com bons projetos e intenções favoráveis à comunidade em que vivem, as sementes são levadas por um estímulo extra para florescer”, acrescentou o Reitor Rangel Júnior, da UEPB.

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Pesquisadora do IPHAEP ingressa na Academia de Cordel do Vale do Paraíba

piedadePiedade Farias, restauradora do Instituto Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, poeta e escritora, será aclamada como sócia efetiva da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. Piedade tem vários folhetos escritos, entre eles “Anayde, a história de uma mulher que foi na vida ultrajada”, e o livro “Estórias de se contar”.

Maria da Piedade Farias nasceu em Campina Grande, vive e trabalha em João Pessoa. Arquiteta e restauradora, tem graduação em Arquitetura e Urbanismo (UFPB), especialização em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (UFMG, Belo Horizonte). Entre 1984-1987 trabalhou na restauração do Convento de Santo Antônio/Igreja de São Francisco (Fundação Nacional Pró-Memória), tendo feito estágio em 1986, junto aos trabalhos de restauração da Igreja da Sé, em Salvador, entre outros projetos da área.

Para Sander Lee, Presidente da Academia de Cordel, a entidade terá muita satisfação em receber Piedade Farias como acadêmica, “pela riqueza de sua produção artística e também pelo que representa na área de restauração e preservação histórica, frentes onde atuamos principalmente em Itabaiana, sede da ACVPB”, afirmou.

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Há sete anos, professor divulga literatura de cordel em escolas de Itabaiana

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O professor Antonio Marcos Gomes Monteiro, de Itabaiana, realiza projetos literários baseados na literatura der cordel no Instituto Escolar Elshadday e outras escolas desde 2009, abordando temas como o cordel virtual, cordel paradidático, leitura e xilogravura, rima e métrica, entre outros questionamentos ligados à matéria. Trabalhando com a leitura desse tipo de texto, Antonio Marcos divulga os trabalhos dos poetas regionais, entre os quais ele próprio, que é membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba.

Para o poeta e professor Antonio Marcos Monteiro, ainda há bastante preconceito com relação ao cordel e muitos mestres resistem em apresentar essa arte aos seus alunos por considera-la “pobre ou popular demais”. Nos seus projetos, ele acaba demonstrando que esse gênero literário é riquíssimo tanto na forma como no conteúdo. “Tão rico que muitos especialistas costumam considerá-lo uma ferramenta excepcional para desenvolver na garotada o comportamento leitor”, assegura ele. Em suas palestras, costuma levar duplas de cantadores violeiros e artistas plásticos ligados à xilogravura, que fazem parte do universo do cordel. O pernambucano J. Borges, considerado o mais importante xilógrafo do Brasil, já teve seu trabalho exposto até no Museu do Louvre, em Paris.

Para Monteiro, o que faz da poesia de cordel um instrumento capaz de estimular o hábito da leitura são características que costumam encantar as crianças, entre elas a musicalidade das rimas, a temática, que geralmente remete à cultura nordestina, e as metáforas, que abrem caminho para boas discussões. “Tenho uma coleção de cordéis raros, entre eles a biografia do ex-prefeito de Itabaiana, Dr. Antonio Batista Santiago, líder político que marcou época, e através desse folheto podemos falar sobre nossa história local”, explica o poeta.

Entre outras escolas, Antonio Marcos realizou projetos de literatura de cordel também no Colégio Professor Maciel e Escola Iva Lira. Seu trabalho foi publicado em revista da Secretaria de Educação do Estado, no projeto “Liga pela paz”. “Tenho aprendido muito com o professor Doutor Manoel Matuzalém de Sousa, da UFPB, ele que tem mestrado em Literatura Popular e doutorado em Educação”, lembra Antonio Marcos. Matuzalém, que é padre, poeta repentista e estudioso conhecido internacionalmente, foi quem iniciou Monteiro nos estudos do cordel nordestino.

Antonio Marcos Gomes Monteiro, nascido no dia 7 de julho de 1974, no sítio Onça, em Itabaiana, Paraíba, é graduado em Língua Portuguesa, pós-graduado em Língua, Linguagem, Literatura e Redação, poeta e cordelista, colecionador de mais de 1000 cordéis, membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, atualmente residindo no povoado de Jacaré, município de Pilar. Entre outros trabalhos, Monteiro é autor dos cordéis O Papa Francisco no Brasil, O cachimbo de Izaias, Quem corta árvore florida comete uma safadeza, Casa de taipa, Branca Dias, Nos passos de Lampião, A feira de Caruaru e A feira de Itabaiana.

 

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