Posse de poetas terá cantoria de Merlânio Maia e Bebé de Natércio

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Bebé de Natércio (esquerda) com Fábio Mozart e Sander Lee, da ACVPB 

Os irmãos poetas e cantadores Merlânio Maia e Bebé de Natércio farão apresentação nesta terça-feira, 24, no mezanino do Espaço Cultural José Lins do Rego, na posse dos novos membros da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. Bebé será um dos empossados.

Merlânio Maia, o “menestrel da paz”, é autor de oito livros e seis CDs de músicas e poesias nordestinas. Tem vários cordéis lançados. Bebé de Natércio é irmão de Melânio, ambos naturais de Itaporanga, sertão da Paraíba, é também poeta e cantador, músico e professor de artes.

Além de Bebé, tomarão posse na Academia os poetas Jandira Lucena, Tiago Monteiro, Stelo Queiroga, Iponax Vila Nova, Maurício Lima, Piedade Farias e o artista plástico Jurandir Maciel como sócio benemérito. A Academia também homenageará a poetisa Bernardina Freire com o Troféu Zé da Luz.

Secretaria de Cultura do Estado pode estabelecer parceria com Academia de Cordel do Vale do Paraíba para editar coletânea de poetas

academia-lau-19-1-17Fábio Mozart, Lau Siqueira e Sander Lee

A Secretaria de Cultura da Paraíba, através do seu titular, poeta Lau Siqueira, acenou para a possibilidade de convênio com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba para edita livro com biografia e mostra dos trabalhos dos acadêmicos, ainda neste ano de 2017.

O poeta Sander Lee, presidente da Academia de Cordel, explica que “poesia não dá dinheiro, nem aos autores nem aos editores, por isso é complicado buscar na iniciativa privada patrocínio para um projeto desse tipo, que objetiva dar realce aos artistas da palavra, e só podemos contar com o poder público”. Ele acredita nos bons propósitos de Lau Siqueira, apesar da crise que se abate no país. “Lau é sensível e sabe que vale a pena investir na difusão da literatura de cordel, mesmo porque nosso trabalho é um ato de resistência”, finaliza. “O que nos orienta é a preocupação de valorizar e mostrar a importância desta arte, formando leitores e preservando o que temos de melhor no cordel paraibano”, disse Fábio Mozart, Secretário da ACVPB. Ele lembra que “muitos poetas ainda não realizaram o sonho de ter seu trabalho impresso, em edição bem trabalhada, com circulação estadual”.

Em reunião com Lau Siqueira nesta quinta, dia 19, Fábio Mozart e Sander Lee, da diretoria da entidade, alinhavaram os pontos principais do projeto de edição do livro, que conterá biografia e mostra da produção de todos os poetas da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. A entidade estará recebendo novos associados na próxima terça-feira, 24, no mezanino do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

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A Academia de Cordel do Vale do Paraíba convida para a posse da Diretoria e dos novos membros da entidade:

Bebé de Natércio, Stelo Queiroga, Iponax Vila Nova, Jandira Lucena, Piedade Farias, Jurandir Maciel, Tiago Monteiro e Maurício Lima.

Entrega do Troféu Zé da Luz à professora Bernardina Freire, da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba.

DATA: 24 de janeiro de 2017

HORA: 20h

LOCAL: Espaço Cultural José Lins do Rego (Mezanino)

ENDEREÇO: Rua Abdias Gomes de Almeida, 180 – Tambauzinho – João Pessoa/PB

Poeta da Academia de Cordel lança livro em março

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O poeta, bibliotecário, mestrando em Ciência da Informação e membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba – ACVPB, Sander Brown, estará lançando o seu livro de estreia, “Cangote Envenenado”, pela Editora Penalux, no próximo mês de março de 2017, em local a ser definido pela editora e pelo autor.

O livro é prefaciado pela escritora Maria das Graças Targino, com orelha do poeta Sérgio de Castro Pinto e comentário do poeta Lau Siqueira.

“Cangote Envenenado” é composto por poesias livres, sonetos e cordéis e tem sido bem avaliado pela crítica, antes mesmo de vir à luz.

 

Secretário de Cultura de Sapé tem encontro com artistas de Itabaiana e planeja parcerias

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O Secretário de Cultura de Sapé, Jairo Cézar, esteve em Itabaiana no dia 14, sábado, participando de debate sobre Augusto dos Anjos, oportunidade em que realizou reunião de trabalho com Herivelt Félix, novo Secretário de Cultura local. “Vamos pensar território, governança compartilhada e caminhos para enfrentar essa crise sem precedentes, com projetos para fortalecer ações culturais comuns”, afirmou Jairo.

Jairo Cézar elogiou o espaço cultural do Sarau das Almas, “local de trocas e de disseminação da cultura que contribui para democratizar a cultura e para integrar a população”. O poeta Jairo aproveitou para concluir seu projeto de pesquisa sobre o poeta itabaianense Zé da Luz. “Fiquei apaixonado pela riqueza cultural de Itabaiana e pela força transformadora dos jovens artistas do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar”, afirmou ele, dizendo-se ainda sensibilizado pelo interesse do público em torno da obra de Augusto dos Anjos. “Nunca vi, em todo esse tempo fazendo conferências, um público ficar até meia noite interagindo com uma mesa de debate”, declarou.

Doutora Bernardina Freire recebe troféu Zé da Luz da Academia de Cordel do Vale do Paraíba

bernardina-freireA presidente da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba, professora Bernardina Freire, será homenageada pela Academia de Cordel do Vale do Paraíba com o troféu Zé da Luz, em solenidade que será realizada no dia 24 de janeiro, às 20 horas, no mezanino do Espaço Cultural em João Pessoa.

Bernardina Freire é doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (1999), Especialista em Organização de Arquivos, Especialista em Administração da Educação a Distância, Graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba. Ex-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba. Na pós-graduação em Ciência da Informação leciona a disciplina Memória e Identidade. Atua ainda junto ao Programa de Pós-Graduação em Organizações Aprendentes (MPGOA) ministrando a Disciplina Pesquisa Qualitativa.

Poetas defendem preservação de sítio arqueológico em Itatuba

oitiPedra do Oiti com inscrições rupestres

Os poetas Pádua Gorrion e Maurício Lima estão empenhados em campanha pela preservação do sítio arqueológico de Oiti, em Itatuba, Paraíba. “Esse patrimônio cultural de Itatuba precisa de preservação, na perspectiva de proteção e viabilidade de empreendimento turístico”, disse Pádua. Os dois poetas são membros efetivos da Academia de Cordel do Vale do Paraíba.

Sítios Arqueológicos são definidos e protegidos pela Lei nº 3.924/61, sendo considerados bens patrimoniais da União. A importância de se preservar sítios arqueológicos não se concentra apenas nas descobertas de bens materiais neles evidenciados (material cerâmico, sepultamentos, artefatos líticos, restos faunísticos etc), mas também no levantamento do contexto em que os mesmos foram identificados, possibilitando, reconstruir o ambiente e o espaço coletivo ocupado por nossos antepassados.

Desta forma, além do esforço técnico empreendido em todas as fases do processo de desenvolvimento das pesquisas arqueológicas, os trabalhos preveem diversas ações educativas, de modo que os conhecimentos possam ser repassados à sociedade. “Nesse aspecto, fazemos nossa parte, produzindo folhetos sobre o assunto e divulgando na comunidade”, disse Maurício Lima.

 

Poeta de Itatuba lança folheto sobre lenda popular

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“A mulher que enganou o diabo” é o mais novo trabalho de Pádua Gorrion, de Itatuba, lançado no início deste janeiro. O folheto tem 16 páginas e 64 estrofes em sextilha, falando de uma lenda popular baseada nas Escrituras, em Apocalipse, Capítulo 12, onde se narra que a mulher dá à luz e o diabo tenta matar seu filho.

Pádua Gorrion é um dos mais ativos membros da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, onde lançará seu trabalho no dia 24 de janeiro próximo, no Espaço Cultural, em João Pessoa, na primeira plenária da entidade.

Poeta de Itatuba entra para a Academia de Cordel do Vale do Paraíba

maurO poeta e artista plástico Maurício Lima (foto), de Itatuba, é o mais novo membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, eleito para ocupar a Cadeira nº 37, que tem como patrono o cordelista Antonio Alves da Silva.

Maurício é cordelista, músico e artista plástico, cujo trabalho tem boa acolhida em sua comunidade. Sua posse está marcada para o dia 24 de janeiro no Espaço Cultural, em João Pessoa.

O poeta Antonio Alves da Silva nasceu em 7 de junho de 1928 em Mata de São João, recôncavo baiano. Segundo o dicionário de poetas populares Haurélio, “Antônio Alves da Silva é um “extraordinário romancista, dominava todas as formas fixas do verso popular e tinha no humor seu traço mais marcante”.

Considerado expressivo cordelista baiano, visto como “mestre dos mestres na literatura de cordel” (SILVA, [s.d.]), ele escreveu mais de 100 títulos, muitos publicados pela Editora Luzeiro de São Paulo. Sua produção foi reconhecida e premiada, por cinco vezes em 1º lugar: três em Salvador – BA, um em Feira de Santana – BA, e em São Paulo – SP.

Com versos apresentando sátiras sociais e histórias de aventura, publicou: A princesa Jerusa e o gigante da ilha encantada, A crise na porta do pobre, João Terrível e o dragão vermelho, Maria Besta Sabida, João Azarento na corte da rainha Maravilha, As palhaçadas de João Errado, Últimos dias de Antônio Conselheiro na Guerra de Canudos.